Alunos do básico e secundário <br>em greve
Os estudantes do ensino básico e secundário estiveram ontem em greve e juntaram-se em Lisboa para protestar contra a nova revisão curricular do Governo.
«O Governo continua a não ouvir a voz dos estudantes. Continuamos a ver
menosprezada a nossa opinião e a ver desrespeitados os nossos direitos», acusa a Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário, na moção que anuncia uma jornada nacional de luta marcada para ontem.
«Isto não pode continuar, temos de lutar. De várias formas temos mostrado que não é este o rumo que queremos para as nossas escolas. Temos de fazer com que a nossa voz seja ainda mais forte», lê-se no documento, assinado por 146 associações de estudantes.
Os estudantes contestam um conjunto de medidas anunciadas pelo Governo, nomeadamente a criação de exames nacionais no 9.º ano, a implementação da revisão curricular e o estatuto do aluno do ensino são superior.
Estava prevista a realização de greves e uma manifestação nacional em Lisboa, com alunos de todo o País.
JCP apoia luta
A JCP reafirma a solidariedade com a luta dos estudantes, partilhando as suas reivindicações. Numa nota de imprensa, a Comissão Concelhia de Guimarães da JCP lembra que a reforma «foi ligeiramente “alterada” para fazer os estudantes acreditar que algo tinha mudado. De facto, algo mudou, mas o essencial, aquilo contra o qual os estudantes lutam, manteve-se.»
«A desresponsabilização do Governo pelo ensino secundário é evidente, assim como a tentativa de o privatizar», considera a JCP de Guimarães, indicando que a autonomia financeiras das escolas provoca a elitização do ensino.
«Também de carácter elitista é a nova divisão do secundário. Esta divisão apresenta-se com cursos bastante estanques, onde a vocação dos jovens é precocemente delimitada. Os cursos de formação técnica empurram-nos ainda novos para o mercado de trabalho», argumenta.
As razões do protesto
Os estudantes do ensino básico e secundário contestam várias decisões do Governo:
• a aprovação de uma revisão curricular, que «não foi debatida com os estudantes» e que «divide as modalidades de ensino em modelos rígidos e estanques»;
• a implementação do estatuto do aluno do ensino não superior, que procura resolver «todos os problemas da escola com soluções rígidas e de disciplina autoritária»;
• o fim da segunda fase de exames nacionais (época de Setembro);
• a criação de exames nacionais no 9.º ano, «impondo mais uma barreira à continuação dos estudos»;
• o estabelecimento de uma nota mínima de 9,5 valores a atingir nas provas de ingresso do ensino superior;
• a intensificação do processo de privatização das escolas, nomeadamente obrigando as instituições a estabelecer mais parcerias com empresas e a substituir os professores por gestores profissionais na direcção das escolas.
Os estudantes exigem ainda:
• um sistema mais justo de acesso ao ensino superior;
• a melhoria das condições materiais e humanas das escolas;
• a efectiva implementação da lei da educação sexual de forma interdisciplinar.
menosprezada a nossa opinião e a ver desrespeitados os nossos direitos», acusa a Delegação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário, na moção que anuncia uma jornada nacional de luta marcada para ontem.
«Isto não pode continuar, temos de lutar. De várias formas temos mostrado que não é este o rumo que queremos para as nossas escolas. Temos de fazer com que a nossa voz seja ainda mais forte», lê-se no documento, assinado por 146 associações de estudantes.
Os estudantes contestam um conjunto de medidas anunciadas pelo Governo, nomeadamente a criação de exames nacionais no 9.º ano, a implementação da revisão curricular e o estatuto do aluno do ensino são superior.
Estava prevista a realização de greves e uma manifestação nacional em Lisboa, com alunos de todo o País.
JCP apoia luta
A JCP reafirma a solidariedade com a luta dos estudantes, partilhando as suas reivindicações. Numa nota de imprensa, a Comissão Concelhia de Guimarães da JCP lembra que a reforma «foi ligeiramente “alterada” para fazer os estudantes acreditar que algo tinha mudado. De facto, algo mudou, mas o essencial, aquilo contra o qual os estudantes lutam, manteve-se.»
«A desresponsabilização do Governo pelo ensino secundário é evidente, assim como a tentativa de o privatizar», considera a JCP de Guimarães, indicando que a autonomia financeiras das escolas provoca a elitização do ensino.
«Também de carácter elitista é a nova divisão do secundário. Esta divisão apresenta-se com cursos bastante estanques, onde a vocação dos jovens é precocemente delimitada. Os cursos de formação técnica empurram-nos ainda novos para o mercado de trabalho», argumenta.
As razões do protesto
Os estudantes do ensino básico e secundário contestam várias decisões do Governo:
• a aprovação de uma revisão curricular, que «não foi debatida com os estudantes» e que «divide as modalidades de ensino em modelos rígidos e estanques»;
• a implementação do estatuto do aluno do ensino não superior, que procura resolver «todos os problemas da escola com soluções rígidas e de disciplina autoritária»;
• o fim da segunda fase de exames nacionais (época de Setembro);
• a criação de exames nacionais no 9.º ano, «impondo mais uma barreira à continuação dos estudos»;
• o estabelecimento de uma nota mínima de 9,5 valores a atingir nas provas de ingresso do ensino superior;
• a intensificação do processo de privatização das escolas, nomeadamente obrigando as instituições a estabelecer mais parcerias com empresas e a substituir os professores por gestores profissionais na direcção das escolas.
Os estudantes exigem ainda:
• um sistema mais justo de acesso ao ensino superior;
• a melhoria das condições materiais e humanas das escolas;
• a efectiva implementação da lei da educação sexual de forma interdisciplinar.